• Bruno Ferraz

Terapia antitrombótica na Fibrilação Atrial


Com relação à terapia antitrombótica na fibrilação atrial, é correto afirmar:

A) A terapia antitrombótica está sempre indicada, independente do risco de tromboembolismo.

B) Os novos anticoagulantes (rivaroxaban, dabigatran e apixaban) podem ser utilizados em pacientes fibrilação atrial de origem valvar porém corrigida cirurgicamente

C) Varfarina é a única opção segura em pacientes com insuficiência renal dialítica

D) Pacientes com HAS-BLED (escore de risco de sangramento) elevado não devem receber terapia antitrombótica

E) O benefício da terapia antitrombótica reduz após um evento isquêmico cerebral.

Resposta:

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais frequente e apresenta elevado risco de morbidade quando ocorre um evento tromboembólico. Sua prevalência aumenta com a idade, o que torna essa arritmia cada vez mais comum com o aumento da expectativa de vida. Diante de um doente com FA é fundamental reconhecer seu risco trombótico e, com isso, instituir a terapêutica adequada. O principais fatores de risco para evento tromboembólico são: Disfunção ventricular, Hipertensão Arterial, Idade, Diabetes Mellitus, AVC ou AIT prévio, Doença Vascular prévia e sexo feminino. Esses critérios estão presentes no escore CHA2DS2VASC. De maneira geral, pacientes com dois fatores de risco são candidatos a anticoagulação a longo prazo. Dentre as opções de tratamento antitrombótico temos a varfarina (antagonista da vitamina K) e os novos anticoagulantes (NOACs). Os NOACs são seguros e aprovados para FA não-valvar. FA valvar é definida por doença reumática ou por prótese valvar ou correção cirúrgica valvar (plastia). Outra limitação ao uso dos NOACS é a insuficiência renal. Apenas a varfarina é segura em pacientes em terapia dialítica. Além dos escores de risco tromboembólico, temos escores para risco de sangramento, sendo o HAS-BLED mais utilizado. Ele deve ser utilizado com o intuito de monitorar o doente e não para contraindicar a terapia antitrombótica. Os pacientes com evento cerebral prévio apresentam maior risco de novo evento, portanto, apresentam maior benefício à terapia antitrombótica.

Portanto, a resposta correta é:

✅ Varfarina é a única opção segura em pacientes com insuficiência renal dialítica

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