• Bruno Ferraz

Meu paciente com stent recente precisa fazer uma cirurgia! E agora?



Toda cirurgia de médio/grande porte carrega algum risco potencial de sangramento. Em uso de dupla terapia antiplaquetária (DAPT), esse risco é maior. Em contrapartida, quanto mais recente o implante do stent, maior é o risco de trombose. Por isso, fundamental encontrar um ponto de equilíbrio.



Pacientes que colocam stent após síndrome coronariana aguda (SCA) apresentam maior carga trombótica. Nesses doentes, o cenário ideal é aguardar 12 meses de DAPT e, somente após esse período, realizar o procedimento cirúrgico. No entanto, sabemos que alguns procedimentos não podem aguardar. Com isso, parece ser plausível aguardar 6 meses após o implante do stent. Abaixo desse período, torna-se arriscado a suspensão de DAPT. Por fim, antes de 1 mês, o risco é MUITO elevado e não é recomendado a realização do procedimento cirúrgico.



Em pacientes que ganharam stent após DAC estável, o perfil trombótico é menos exacerbado. Com isso, podemos abreviar o tempo com maior perfil de segurança.



Em todas essas situações, a manutenção do AAS é mandatória (exceto neurocirurgias e RTU de próstata convencional). O retorno do segundo antiplaquetário deve realizado o mais rápido possível, não devendo passar de 10 dias de suspensão.

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