• Bruno Ferraz

Como acontece a evolução eletrocardiográfica do supra de ST?

Quando estamos atendendo um paciente com dor torácica, a identificação do supradesnivelamento do segmento ST demanda reperfusão imediata. No entanto, dependendo do tempo de instalação da oclusão coronariana, o ECG pode exibir algumas alterações evolutivas.


Na fase hiperaguda do IAMCSST, não haverá supradesnivelamento. Essa é a justificativa de repetirmos ECG em situações onde a dor é persistente ou quando há mudança clínica ou hemodinâmica do paciente. Na fase hiperaguda, encontraremos a onda T apiculada e simétrica (parecida com a onda T da hipercalemia). Como diferenciar? Hipercalemia não dá dor no peito, não é?



Com aproximadamente 30 minutos, surge o supra de ST. Nesta fase, ainda não tivemos morte celular expressiva e, por isso, não temos onda Q. Com o passar do tempo e aumentando a zona de necrose, há o surgimento da onda Q e redução da onda R (aproximadamente 6 horas após). O tempo é variável pois depende da região acometida e do condicionamento isquêmico celular. Aproximadamente 24 horas após o IAM, a onda T inverte, assim como a onda Q fica mais evidente e a onda R mais reduzida.


No infarto não tratado, todo o tecido irrigado por aquela artéria fica inviável e o achado eletrocardiográfico será uma onda Q profunda, com onda R mínima ou ausente, demonstrando perda de viabilidade no tecido miocárdico daquela região.

A figura abaixo sumariza a evolução dessas alterações:






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