• Bruno Ferraz

Abordagem inicial da embolia pulmonar


Sobre o tromboembolismo pulmonar, é correto afirmar que:

A) Obesidade, tabagismo, hipertensão e alto consumo de carnes são fatores de risco para tromboembolismo venoso

B) Dispnéia e taquicardia são sintomas e sinais, respectivamente, mais comuns na apresentação de embolia pulmonar

C) A alteração eletrocardiográfica mais comum é o padrão S1Q3T3

D) O nível sérico do dímero-D é uma ferramenta diagnóstica importantes. Níveis elevados aumentam a probabilidade de embolia pulmonar.

E) Um ecocardiograma normal exclui a possibilidade de embolia pulmonar

Resposta:

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma das principais causas de morte cardiovascular, com letalidade superior ao infarto agudo do miocárdio. Os sobreviventes podem ter que conviver com limitações secundárias à hipertensão pulmonar ou à insuficiência venosa crônica (síndrome pós-trombótica). Apesar de ser um problema comum, seu diagnóstico ainda é difícil. A suspeita clínica depende da experiência clínica do médico que presta o primeiro atendimento assim como o pronto reconhecimento dos fatores de risco e sinais e sintomas presentes nesses casos. Dentre os fatores de risco mais comuns podemos citar: obesidade, síndrome metabólica, tabagismo, hipertensão, dislipidemia, alto consumo de carnes e baixo consumo de peixes, frutas e verduras; além de idade avançada, doença arterial, história prévia ou familiar de tromboembolismo, imobilidade, insuficiência cardíaca, DPOC, infecção, poluição do ar, viagens prolongadas, uso de contraceptivos, uso de dispositivos endovasculares e estados de hipercoagulabilidade. Ao exame físico, dispnéia é o sintoma e taquipnéia é o sinal mais comum. Contudo, maioria dos sinais e sintomas são inespecíficos. Na avaliação inicial, o paciente deve ser estratificado quanto à probabilidade de TEP. Utilizamos o escore de Wells para esta finalidade. Diante de um paciente com intermediária ou alta probabilidade de TEP, a investigação diagnóstica continua. O ECG geralmente é inespecífico mas um padrão S1Q3T3 é altamente sugestivo de TEP. Contudo, esta alteração estará presente em um pequeno percentual de doentes. O dímero-D é um marcador de degradação de fibrina e está elevado no TEP. No entanto, sua elevação é inespecífica e pode estar elevado em: pós-operatório, sepse, câncer, IAM, doenças sistêmicas e etc. Porém, níveis baixos excluem a possibilidade de TEP. Com isso, dímero-D só deve ser solicitado em pacientes com baixa probalilidade. O ecocardiograma é uma ferramenta importante na avaliação inicial destes doentes. Ajuda no diagnóstico diferencial além de acessar a função do ventrículo direito assim como a pressão sistólica da artéria pulmonar, alteradas em situações de TEP maciço. Um exame normal não exclui a possibilidade de TEP, apenas afasta suas complicações.

Diante do exposto, a resposta correta é:

✅ Obesidade, tabagismo, hipertensão e alto consumo de carnes são fatores de risco para tromboembolismo venoso

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