• Bruno Ferraz

Antiagregantes plaquetários no infarto


Antes de ler o comentário, responda a pergunta abaixo:

A respeito do tratamento com antiagregantes plaquetários na síndrome coronariana sem supra de ST, marque a afirmativa incorreta:

A) Pacientes tratados inicialmente com clopidogrel não devem ter seu antiagregante trocado para ticagrelor pelo risco trombótico envolvido na troca

B) O AAS reduz o risco de eventos cardiovasculares em mais de 40%

C) O prasugrel é uma opção em pacientes com anatomia coronariana conhecida

D) Em pacientes de alto risco de sangramento, a duração da dupla terapia antiplaquetária pode ser reduzida para 3-6 meses

E) Caso não haja contraindicação, a dupla terapia antiplaquetária deve durar 12 meses pelo menos.

Resposta:

O tratamento com antiagregantes plaquetários é capaz de reduzir drasticamente a mortalidade no infarto agudo do miocárdio e melhora desfechos desde a era pré-angioplastia. O AAS é o mais estudado e estudos mostraram redução de 46% dos eventos cardiovasculares em usuários de AAS pós-IAM. Estudos recentes mostraram que a dose de 75-100mg/dia tem o mesmo benefício de doses maiores. Além do AAS, devemos associar um inibidor da P2Y12 para maior redução de eventos. Dentre as opções disponíveis, tempos clopidogrel, ticagrelor, prasugrel e, mais recentemente, o cangrelor. O início da medicação deve ser o mais precoce possível, independente da estratégia de tratamento adotada. A sociedade européia de cardiologia recomenda o uso preferencial do ticagrelor (caso não haja contra-indicação: sangramento intracraniano ou sangramento ativo) mesmo nos doentes pré-tratados com clopidogrel. Em pacientes que serão encaminhados para hemodinâmica, o prasugrel pode ser utilizado, idealmente com conhecimento da anatomia coronariana. Nos demais casos, o clopidogrel deve ser utilizado. Pós-IAM, todos pacientes devem receber dupla antiagregação por 12 meses. Em pacientes com risco de sangramento alto, o uso da dupla antiagregação pode ser reduzida para 3 a 6 meses em pacientes com stent farmacológico.


Postado por:


Bruno Ferraz de Oliveira Gomes

Médico rotina do Unidade Cardiointensiva do Hospital Barra D'Or

Ecocardiografista do Hospital Barra D'Or

Diretor Administrativo do Departamento de Doença Coronária da SOCERJ

Intensivista no Hospital Federal Cardoso Fontes

Mestrando em Engenharia Biomédica na COPPE/UFRJ

Título de especialista em cardiologia e terapia intensiva

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CNPJ: 35.622.540/0001-91

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