• Bruno Ferraz

Investigação de cardiopatia isquêmica em doentes com insuficiência cardíaca


Antes de ler o comentário, responda a seguinte questão:

A Investigação da Cardiopatia Isquêmica no paciente com IC e disfunção sistólica pode variar de acordo com o quadro clínico. Assinale o cenário clínico onde a estratificação está incorreta:

A) Homem 65 anos, dor torácica típica aos grandes esforços, hipertenso, diabético e dislipidêmico. Estratificação com cateterismo cardíaco

B) Mulher 48 anos, sem comorbidades, sem angina, disfunção grave do VE com hipocinesia difusa. Estratificação com ressonância cardíaca

C) Homem 23 anos, sem comorbidades, troponina elevada, ECG com supra de segmento ST em múltiplas derivações. Estratificação com angiotomografia de coronárias

D) Mulher 58 anos, hipertensa, diabética, cardiopatia reumática mitral, em programação cirúrgica, assintomática. Estratificação com angiotomografia de coronárias

E) Homem 66 anos, hipertenso, assintomático, disfunção moderada de VE sem alteração segmentar. Estratificação com cintilografia miocárdica.

Resposta:

Alguns pacientes podem não manifestar clinicamente o quadro da insuficiência cardíaca (IC), seja por limitação física ou por mecanismos compensatórios. A principal causa de IC em nosso meio é a cardiopatia isquêmica. Portanto, todo paciente que se apresente com quadro de insuficiência cardíaca e/ou disfunção sistólica do VE deve ser investigado quanto à presença de coronariopatia. A seleção do melhor método de depende da presença de sintomas isquêmicos, dos fatores de risco e da programação do tratamento.

Pacientes com sintomas isquêmicos e programação cirúrgica são melhores alocados no cateterismo cardíaco. Em pacientes com programação cirúrgica porém sem sintomas isquêmicos e de baixo risco para doença coronariana podem ser encaminhados para exame não invasivo (angiotomografia de coronárias, cintilografia miocárdica). Em pacientes com múltiplos fatores de risco ou história de infarto prévio, mesmo sem sintomas isquêmicos devem ser encaminhados ao cateterismo. Nos demais pacientes, a escolha de um exame não invasivo está adequada, respeitando as limitações de cada método. Na questão acima, a correspondência errada é do item D. A paciente tem fatores de risco e está alocada em estratégia cirúrgica. A probabilidade pré-teste é elevada e o exame mais indicado seria o cateterismo.

Portanto, a resposta errada é a letra D: Mulher 58 anos, hipertensa, diabética, cardiopatia reumática mitral, em programação cirúrgica, assintomática. Estratificação com angiotomografia de coronárias


Postado por:


FERNANDA HENRIQUES PINTO

Rotina da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Albert Schweitzer

Plantonista Unidade Cardiointensiva do Hospital Barra D'Or

Pós-Graduação em Cardiologia - IECAC

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