• Bruno Ferraz

Reanimação cardiopulmonar: diretriz 2015


Em 2015 a AMERICAN HEART ASSOCIATION fez uma atualização da diretriz de reanimação cardiopulmonar. Assinale a opção que não corresponde a uma recomendação atual:

A) A frequência de compressões torácicas é de 100-120/min em uma via aérea avançada

B) O tórax deve retornar totalmente após cada compressão

C) A capnografia é utilizada apenas para monitorar a efetividade da RCP

D) Não há evidências adequadas que respaldem o uso rotineiro de lidocaína após a PCR

E) A vasopressina em combinação com a epinefrina não oferece nenhuma vantagem como substituto da dose padrão de epinefrina em uma PCR

RESPOSTA:

Principais mudanças em relação à diretriz de 2010: ► Vasopressina: a vasopressina foi definitivamente retirada do protocolo do ACLS. A análise das evidências disponíveis mostra que a eficácia das 2 drogas (vasopressina+epinefrina) é semelhante e que não há benefício comprovado de administrar junto com a vasopressina , em comparação com a epinefrina isoladamente.

► Adrenalina precocemente: pode-se administrar a efinefrina , tão logo que possível, após o início da PCR devido a um ritmo não chocável. Estudos demonstraram melhores desfechos na administração precoce da droga.

► Ventilação durante a RCP: a ventilação durante a via aérea avançada foi simplificada. O socorrista pode administrar 1 ventilação a cada 6s (10 respirações por minuto), enquanto são aplicadas compressões torácicas contínuas.

► Capnografia: A capnografia, já inclusa em 2010 no protocolo, para monitorização da ressuscitação, agora é recomendada como um sinal prognóstico objetivo para determinação de quando parar a ressuscitação. O baixo teor de dióxido de carbono ao final da expiração (ETC02) em pacientes intubados, após 20 minutos de RCP, está associado a uma probabilidade muito baixa de ressucitação. Embora esse parâmetro não deva ser utilizado isoladamente para tomar decisões , os profissionais podem considerar o ETCO2 baixo após 20 minutos de RCP em conjunto com outros fatores, para ajudar a determinar quando terminar a ressucitação.

► Corticóide: Pode parecer contraditório mas ainda é uma recomendação com nível de evidência baixo. Os corticóides podem conferir algum benefício quando administrados junto com vasopressina e epinefrina no tratamento da PCR intra-hospitalar.

► Lidocaína: estudos sobre a lidocaína após PCR são confilantes, e não se recomenda o seu uso de rotina. No entanto, pode-se considerar o início ou a continuação da lidocaína imediatamente após um retorno da circulação espontânea em uma PCR em FV/TVSP.

► Beta-bloqueadores: em um estudo observacional sugere que os beta-bloqueadores após a PCR pode estar associado a melhores desfechos do que quando não se utilizam beta-bloqueadores. Embora esse estudo observacional não constitua evidência suficientemente forte para recomendar o uso riotineiro, pode-se considerar o início ou a continuação de um beta-bloqueador oral ou endovenoso imediatamente após a hospitalização por PCR devida a FV/TVSP.

► RCP extracorpórea: pode ser considerada em determinados pacientes com PCR que não tenham respondido à RCP convencional inicial, em ambientes em que se possa implementá-la rapidamente. Como requer muitos recursos e é cara, considera-se apenas quando o paciente tiver uma probabilidade razoavelmente alta de benefício- em casos em que o paciente tiver uma doença potencialmente reversível ou como apoio a pacientes que esperam por um transplante cardíaco.

Portanto, a resposta é o item C:

❌ A capnografia é utilizada apenas para monitorar a efetividade da RCP


Comentário por:


Nathalia Duarte Camisão

Rotina da Unidade Cardiointensiva do Hospital Norte D'Or Plantonista da Unidade Cardiointensiva do Hospital Barra D'Or Residência Médica em Cardiologia e Clínica Médica

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