• Bruno Ferraz

Cardiomiopatia periparto


Mulher gestante de 35 anos, IG=37 semanas, chega à emergência com quadro de dispnéia progressiva, edema de membros inferiores, ganho de peso e fadiga. Paciente previamente assintomática sem história de doença cardiovascular. Ao exame físico nota-se crepitações pulmonares bilaterais, PVC de 13mmHg, B3 e sopro holossistólico 3+/6+ no ápice.

Qual é o diagnóstico mais provável

A) Estenose aórtica severa

B) Regurgitação tricúspide severa

C) Defeito de septo interatrial

D) Cardiomiopatia periparto

E) Embolia pulmonar

RESPOSTA:

Paciente apresenta sinais clínicos de congestão sistêmica além de dados que sugerem insuficiência cardíaca, tornando a cardiomiopatia periparto a hipótese mais provável. A cardiomiopatia periparto geralmente se apresenta desde o último trimestre da gravidez até 6 meses pós parto. A etiologia é desconhecida e cerca de 50% das mulheres recuperam a função ventricular em até 6 meses pós-parto. A disfunção ventricular pode ser recorrente em gravidezes posteriores e o risco é aumentado naquelas que persistem algum grau de disfunção. O tratamento é similar à insuficiência cardíaca em geral.

Portanto, a resposta é o item D: Cardiomiopatia periparto


Postado por:


BRUNO FERRAZ DE OLIVEIRA GOMES

Médico rotina do Unidade Cardiointensiva do Hospital Barra D'Or

Ecocardiografista do Hospital Barra D'Or

Diretor Administrativo do Departamento de Doença Coronária da SOCERJ

Intensivista no Hospital Federal Cardoso Fontes

Mestrando em Engenharia Biomédica na COPPE/UFRJ

Título de especialista em cardiologia e terapia intensiva

www.drbrunoferraz.com,br

#cardiomiopatiaperiparto

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